14 maio 2008

Aniversário



Bom, pessoal, este mês farei 30 aninhos. Dia 31 tá chegando e estou estranhando muito completar essa idade. Nossa, um dia desses eu tinha 18, no outro tava entrando na faculdade. Bom, o que eu posso dizer é que consegui realizar a maior parte de meus sonhos, graças a Deus.

Algumas fatos aconteceram na minha vida um pouco tarde, mas aconteceram. Achava engraçado quando algumas colegas do curso de jornalismo me perguntavam se eu estava na minha segunda faculdade...rsrs. Eu respondia que não, que dependia apenas do meu salário para pagar as mensalidades, e que tive de esperar aparecer a oportunidade para cursar a universidade. Digo isso porque se Deus achar que ainda não está na hora para alguns acontecimentos se realizarem, não adianta espernear.

Eu tinha tanta fé que deu certo, mesmo que eu tenha entrado na faculdade aos 25 anos. Bom, este ano colei grau, peguei meu certificado e tirei o MTB (registro de jornalista). A sensação é a melhor do mundo, eu recomendo. Por mais que eu tenha escutado muitas vezes, de amigos já formados: "Ih, troca de curso, ainda dá tempo", eu não desisti e não me arrependo. E tem mais: faria tudo de novo, por mais que o mercado não seja aquilo que eu esperava.

Além disso tudo, encontrei um homem maravilhoso com o qual me casei em 2006 e estamos muito felizes. Depois de tanto me decepcionar, finalmente encontrei a pessoa certa. É uma experiência sensacional. O Giorgio (meu marido) é formado em publicidade, embora não exerça a função. Atualmente nós trabalhamos juntos fazendo revisão de textos. Ele também desenha super bem, é escritor e lançou dois livros com contos de terror. E não termina aí, ele faz tradução, já escreveu roteiro, enfim é um homem polivalente!! Dizem que sou lobista dele...hehehe. Sou suspeitíssima para dizer algo.

Nós dois temos os mesmos pensamentos, gostamos das mesmas coisas. Não concordo com quem diz que os opostos se atraem, acho que nos damos melhor com quem temos algo a compartilhar. O engraçado é que nós temos uma confiança tão grande um no outro que não sentimos ciúmes e entendemos o jeito de cada um. Tanto é que somos super amigos e até padrinhos de casamento de um ex-namorado meu. E todos nos entendemos muitíssimo bem: meu marido, meu ex-namorado, a esposa do meu ex-namorado e eu.

Para quem não conhecia minha vida pessoal, aqui está. Espero que tenham gostado. Beijos e boa semana.

20 março 2008

Desconstruções

Olá, pessoal!

Recebi este texto por e-mail, não sei quem o criou, mas é maravilhoso e o que ele conta tem a ver com muitos relacionamentos existentes. Já aconteceu algo parecido comigo. Costumo dizer que quem me conhece tem de me aceitar do jeito que sou. Digo isso porque sou uma pessoa carinhosa, brincalhona e extrovertida, o que é mal interpretado por alguns. Procuro não criar nenhum personagem. Sou autêntica, por isso me comporto desta forma. Desde o começo do meu relacionamento com o meu marido, eu disse a ele como sou e, claro, ele também foi percebendo com o tempo.

Certa vez, um ex-namorado reclamou por eu ser assim, carinhosa com amigos, a ponto de abraçá-los. Inclusive, um amigo dele teria distorcido os fatos, vendo maldade em minha atitude e fazendo fofoca na minha ausência. Nunca fui atrás disso pra saber se era verdade, mas se o tal amigo realmente fez isso, eu lamento por ele.


É assim que me comporto com amigos e amigas, esse é o meu jeito, pois sou carinhosa. E pra ser sincera, não me importo com pessoas que não vejam isso como "carinho". Acho que se meu comportamento não está me prejudicando nem prejudicando ninguém vou continuar sendo eu mesma sempre.
Desconstruções
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem. A imagem tem a ver com as nossas expectativas e mais ainda com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se a pessoa for parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se dela mais tarde, não será tão penoso.

Restará apenas a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você acreditou, virá um processo mais lento: a de desconstrução daquilo que você achou que era real.

Desconstruindo Ana, desconstruindo Marcos, desconstruindo Carla. Milhares de pessoas vivem seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão "desconstruindo ilusões". Tudo porque se apaixonaram, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos.

Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, essa é a hora de fazer charme. Uma vez o romance engatado, as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é - nossas gracinhas, manias e imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, sem entender absolutamente nada.

Quem se apaixonou por uma mentira, tem que desconstruí-la para "desapaixonar". É um sufuco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo é mais forte do que sua astúcia.

Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento bacana não chegou a existir, que tudo não passou de uma representação. Talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

Sorte quando a gente sabe com quem está lidando, mesmo que venha a desamá-lo um dia. Tudo o que foi construído se manterá de pé. Afinal, quando conhecemos uma pessoa, construímos uma imagem. Todos resistimos muito a aceitar que alguém que gostamos não é, e nem nunca foi, especial.

02 janeiro 2008

Ai, quiquitem?


Este é o primeiro post do ano, e para mostrar um pouco mais do bom humor do meu marido, segue uma historinha que ele escreveu. Espero que gostem!


Desde a infância, Kiki e Sandrinha eram amigas inseparáveis. Brincavam, riam e choravam juntas; trocavam confidências. Bastou entrarem na adolescência para Kiki adquirir o péssimo hábito de usar gravata vermelha. Em outras palavras, acometer-se de incontinência verbal. Falando mais especificamente, adotar o costume de revelar informações sigilosas alheias. Popularmente dito: ficou com a língua comprida.
– Kiki, você contou pra sua mãe que minha mãe ficou grávida do padeiro?
– Contei.
– Pô, eu num falei que era pra guardar segredo? Sua mãe espalhou pra rua toda!
Pior não era pisar na bola. Pior eram as justificativas...
– Ai, quiquitem? Todo mundo ia saber! A barriga ia crescer, mesmo!
Também teve aquela vez, pelo telefone:
– Oi, Kiki, tudo bem? Eu e o George vamos assistir aquele filme de suspense, “Teia Enredada”. Quer vir com a gente?
– ‘Brigada, já assisti. O assassino é o avô da menina, que se disfarçava de mulher.
– §%$#∞, Kiki! Quem mandou contar o fim?
– Ai, quiquitem? Você ia acabar descobrindo, não ia?
E quanto mais passava o tempo, menos a língua de Kiki se agüentava dentro da boca:
– Kiki, você disse pro seu vizinho mafioso que o meu irmão tinha ido morar no interior?
– Disse.
– Caramba, quantas vezes eu disse pra você guardar segredo, que ele estava no serviço de proteção à testemunha?
– Ai, Sandrinha, quiquitem? A máfia ia encontrar ele, mesmo...! Sabe como a polícia federal é incompetente!
Essa característica fez Sandrinha romper com a amiga seis vezes. Kiki procurava, pedia desculpas e as duas reatavam. E nada de Kiki se emendar!
– Kiki, com ordem de quem você vendeu para outro país a fórmula do combustível ecológico que o meu pai descobriu?
– Ai, quiquitem? Seu pai não tem mesmo grana pra investir na produção...!
O tempo passou. Sandrinha foi trabalhar em um jornal famoso. Kiki abriu um salão de beleza. Graças ao aspecto fofoqueiro daquela mulher, os clientes só iam no máximo três vezes. Depois desapareciam. Kiki começou a passar necessidades.
Com pena da amiga, Sandrinha resolveu ajudar. Sua profissão a fazia conhecer muita gente importante e passou a indicá-las para o salão. Em pouco tempo, Kiki ficou conhecida como “a cabeleireira das celebridades”.
A história terminaria bem, se a mulher se emendasse.
– Kiki, por que diabos você foi avisar a NASA que meu primo estava escondendo um alienígena no sítio dele?
– Ai, quiquitem? Você como boa jornalista deveria saber melhor que ninguém que as pessoas têm o direito de saber tudo.
Aquilo foi a gota d’água.
– Boa jornalista, né? Tá bom.
Uma semana mais tarde, Sandrinha acordava de madrugada com a campainha do telefone. Kiki, é óbvio.
– Sandrinha, você contou pro meu marido que eu estou tendo um caso com o presidente da república?
– Ai, Kiki, quiquitem?... Você mesma disse que as pessoas têm o direito de saber de tudo, não disse?
– Disse, mas...
– Então! Ele foi o primeiro a saber. Antes de todo mundo. Assim fica mais fácil pra ele assimilar.
– “Antes de todo mundo”?
– É. Porque seu caso com o presidente vai sair amanhã, em todos os jornais...

26 dezembro 2007

Retrospectiva


Nossa! Quanto tempo não postava em meu blog. Sumi devido a correria do meu TCC. Quem já passou por isso sabe como é.


O ano de 2007 foi um pouco difícil, mas claro, também aconteceram coisas legais. Passei por novas experiências, boas e ruins. Ganhei e desmanchei amizades. Foi um ano bem tumultuado. Resolvi deixar de lado pessoas e situações que não me faziam bem e nem acrescentavam nada na minha vida.


Hoje, posso dizer que, com relação a amizade, sei quem são meus verdadeiros amigos. A única coisa que me deixou um pouco chateada foi descobrir o quanto o ser humano, em geral, não assume seu erro, passa por ele despercebido e prefere jogar sua culpa no outro, sem ter a capacidade e humildade de assimilar e entender determinadas situações. Falo desta forma porque procuro ser verdadeira, embora saiba que também tenho defeitos.


Esse tipo de amizade eu dispenso e até me tornei mais cautelosa por conta disso. Meu marido costuma dizer que não gosta de pessoas muito, super, hiper, mega legais. E eu concordo plenamene com ele. Já me decepcionei tanto com gente assim! Prefiro do tipo "porra loca", "gente fina", "doido", com gente assim me dou bem porque também sou um pouco disso...hehe.


Como vocês podem perceber, 2007 foi o ano de peneirar as amizades. Por ela passaram....humm....deixa eu ver.......quatro amigos verdadeiros, todos leais e fiéis...rsrs. Poucos, né? Porém são os melhores!!


Algo de novo que aconteceu em 2007 foi a conclusão do meu curso em jornalismo. Isso mesmo, agora sou uma jornalista formada e feliz. Foi uma batalha, mas a minha luta valeu a pena e hoje estou muito orgulhosa por isso. Estou feliz pela aprovação, sinto saudade dos bons momentos que vivi durante os quatro anos de curso e me sinto com sensação de dever cumprido.


Já estou morrendo de saudade. Às vezes me pego chorando ao lembrar de tudo, desde a primeira amizade, baladas, risadas, amigos que saíram ou desistiram, fotos, churrasco até os últimos momentos de apresentação do TCC de cada grupo da minha sala. O choro preso na garganta é o que tenho agora.


Em resumo, este ano foi um pouco complicado, logo 2008 será tão bom que esquecerei de situações que não valem a pena.


Sucesso a todos, um super 2008 com muita alegria, esperança no coração, sentimento de conquista e logo mais, a vitória!! Viva a vida e os amigos do coração.


26 setembro 2007

Novas exigências no mercado de trabalho e como é o ser humano

Hoje decidi postar sobre alguns fatos quem vêm ocorrendo e que não me deixam satisfeita. O primeiro é sobre a questão do mercado de trabalho. O cidadão resolve fazer uma faculdade, vai procurar um trabalho na área e já começa a discriminação. A maioria das empresas passou a exigir experiência em estágio. Aí eu me pergunto: como podem exigir estágio de uma pessoa que precisa colocar em prática o que aprendeu na faculdade? É um absurdo.
Por outro lado, para quem tem experiência, como é o meu caso, as exigências são outras. Quando uma pessoa vai olhar um classificado de emprego o anúncio exige que se tenha até 25 anos, fale inglês avançado, tenha conhecimento em Photoshop, HTML, entre outros, para ganhar R$500 por mês! É mole? Além disso, ainda selecionam o candidato pela faculdade que ele estudou. Isso é preconceito!!!

De acordo com o artigo 5º, incisos I, VIII, XIII, XLI e XLII, bem como o artigo 7º incisos XXX, XXXI e XXXII, ambos da CF/88, e o artigo 373-A da CLT, são vedados anúncios com referências quanto a idade, sexo, raça, situação familiar ou qualquer outro termo que possa ser interpretado como fator discriminatório, salvo os casos em que a natureza da atividade, pública e notoriamente, assim o exigir.

Esse é um ponto. O outro, de que gostaria de falar, é sobre o ser humano em geral. Fico decepcionada com pessoas egoístas, orgulhosas e principalmente com aqueles que erram e não tem o colhão de assumir. Eu me considero justa, não digo que sou perfeita porque ninguém é, mas procuro agir da melhor forma para viver de consciência limpa.
O ser humano em geral é assim, vive arranjando desculpas para si mesmo em vez de procurar melhorar. Certa vez, me dei conta que estava agindo assim; fiz um exame de consciência e tentei melhorar.
Fico triste também com quem gosta de julgar sem conhecer, condenar sem ouvir, quem não dá a mínima atenção para que o outro tem a dizer em sua defesa. Eu, graças a Deus, rezo pela minha cartilha. Por fazer faculdade de jornalismo, aprendi que devemos ouvir mais de uma fonte. E assim deve ser para tudo na vida. Em compensação, conheci vários jornalistas e profissionais de outras áreas que não colocam isso em prática. Gente, vamos melhorar, a vida já é difícil, continuar agindo dessa forma só piora ainda mais.


Acho que hoje resolvi colocar os fantasmas de minha vida para fora...ufa!! É isso.


Beijos e boa semana.

28 julho 2007

Estréia Agnesca




AGNES MUTANTE


Conheci a Sandra por meio do seu esposo, Giorgio Cappelli. Em Setembro vou ter o prazer de conhecê-los pessoalmente, pois irei com o meu namorado ao show de Marilyn Manson em Sampa. Vai ser uma farra!!!!

Apesar de conhecê-la a pouco pude sentir que trata-se de uma mulher que além de linda (e do Zoião verde) tem um senso de humor e inteligência marcantes.

Num breve papo no messenger (breve porque minha conexão caiu!!!) ela me convidou a colaborar com esse Blog e eu claro, aceitei. Agora também sou uma Mulher Mutante!

Trabalho com Saúde Pública e nas horas vagas brinco de escrever contos, poemas e trancrevo meus sonhos que tenho enquanto durmo. Como sou Mutante então sempre vou postar coisas bem variadas, para acompanhar o espírito do Blog.


Obrigada Sandra pelo convite, será um prazer participar!



Beijos Agnescos...

16 junho 2007

Jornalistas donos de seu próprio veículo

O texto abaixo pertence ao Marcelo Rio. Ele participa de uma comunidade no orkut chamada "Jornalismo". Como achei que é válido o que ele diz, resolvi postá-lo aqui.
Comentem!!
Beijos
Jornalistas donos de seu próprio veículo é uma raridade. Uma das coisas que a maioria das faculdades de jornalismo não se preocupam em fazer é dar conhecimento ao seu aluno para que se forme apto a montar o seu próprio veículo de comunicação. Nos últimos anos, o mercado passou por uma segmentação incrível, temos centenas e centenas de revistas que não ficam expostas em bancas, mas que têm um público fiel que as adquirem através de assinaturas. Não faltam anunciantes, pois como a revista é direcionada a um público específico, nada melhor do que anunciar o seu produto para quem certamente tem que consumí-lo. Só que essa enorme variedade de revistas têm em comum o fato de serem tocadas por pessoas que não são jornalistas, são qualquer outra coisa, mas viram o potencial de criar uma revista que explorasse um nicho de mercado interessante, foram em frente e obtiveram êxito. Nestes veículos, o jornalista acaba sendo apenas um funcionário mal remunerado. Quem fica com o dinheiro é o dono. Existem vários nichos que ainda podem ser explorados no mercado, há também o terceiro setor, mas falta-nos uma formação com uma visão administrativa para podermos tocar o nosso negócio, por isso acho que a grade curricular de uma faculdade de jornalismo deve ter uma disciplina que ensine na prática como montar e tocar um veículo de comunicação.

18 maio 2007

Ozzy Osbourne declara final de carreira

Nesta manhã de quinta-feira, dia 09, ocorreu um fato que abalou a nação. Os roqueiros de todos os lugares se sensibilizaram com o fim da carreira do músico Ozzy Osbourne, ex-integrante da banda Black Sabbath. Ozzy declarou cansaço, já que está na estrada há mais de 30 anos.
A família do inglês apóia sua decisão, embora a carreira de sua filha, Kelly Osbourne, como cantora, prevaleça. Sua mulher, Sharon Osbourne, que foi sua empresária, participou de uma coletiva de imprensa, ao lado do marido, informando sobre o triste fim.
O cantor saiu da banda Black Sabbath em meados dos anos 80 e foi substituído pelo cantor Dio, nos vocais. Sua carreira solo lhe trouxe bons frutos. Músicas como Mama I’m coming home e No more tears levavam os fãs ao delírio. Ozzy era conhecido por boatos que diziam que, em seus shows, ele comia morcegos.
Na entrevista coletiva, além da esposa do roqueiro, participaram também, os ex-integrantes da banda. Ozzy informou aos fãs que está muito velho e com problemas de saúde para continuar sua trajetória. Logo após o ocorrido, os ídolos do cantor prepararam uma surpresa. Deram de presente a ele um boneco do seu tamanho.
Fiz este texto fictício sobre um possível final de carreira do Ozzy. Achei que ficou bem verídico...haha. Foi um trabalho de faculdade, espero que gostem.

18 março 2007

Who let the dogs out?

Semana passada, pra mim, foi complicada. Aconteceram porém fatos cômicos.
Eu estava na Av. Brigadeiro Luis Antonio, no ponto de ônibus, debaixo de uma chuva terrível a caminho da faculdade. Havia um carroceiro subindo a avenida, sentido Santo Amaro. Mas o que me chamou mais a atenção foi o fato de um cachorro, companheiro do rapaz, estar com uma capa de chuva do Batman. Nossa, eu ria sozinha no ponto de ônibus. Achei muito engraçado, até na chuva o cão era companheiro e ainda por cima, a capa não resolveu muita coisa, o coitadinho estava encharcado.........rs.
Na mesma semana, lá estava eu, dentro do ônibus "terminal santo amaro", indo para a faculdade. Tava tão cansada! Um passageiro levantou-se e logo sentei, que maravilha!!!! Como de costume, estava ouvindo o meu MP3 Player, com o volume quase máximo. Tive a leve impressão de escutar o ganido de um cão. Pensei: "magina, um cachorro dentro do ônibus". De repente percebi a risada de muitas pessoas olhando na mesma direção, quando olhei tinha um mendigo sentado no chão, com um cachorro...sim um cachorro, dentro do ônibus....hahahahaha
Fiquei espantada, nunca tinha visto isso na minha vida.
Logo em seguida, o ônibus parou e o cobrador mandou que o mendigo e o seu amigo fiel, descessem. Disse que o cachorro poderia morder alguém, coitado!!!! Nunca vou esquecer isso. Quando eu conto, as pessoas caem na gargalhada. Às vezes, me pego rindo, lembrando da cena. Da cara do cão sentado dentro de uma caixa de papelão...hahaha.
Beijos a todos

16 dezembro 2006

Homenagem ao Serginho Mallandro

Eu tenho um CD de uma banda chamada "Massacration" que curto demais, e uma das músicas que mais gosto é a "Metal Glu-Glu" feita em homenagem a um dos ícones dos anos 80, Serginho Mallandro. A letra segue abaixo, é hilária...rsrsrs

Metal Glu-Glu

With foot ability.
Glu-Glu on the hands
Mallandro is master
Mallandro is king
The fuckest master
Want a revenge
To honor Mallandro
We gonna sing...

Stallando cobra.
Super Mallandro and
Mallandrovsky
The fire of metal
Is still burning.
Take care of your ring
With foot ability
Glu-Glu on the hands
Mallandro is master
Mallandro is king
The fuckest master
Want a revenge
To honor Mallandro
We gonna sing...

Chorus:
Happy birthday to you
This is the metal glu-glu
(4x)

Come on my love
Come on my chuchu
Come little near
I do glu-glu

Glu-glu for me
glu-glu for you
Come on my love
I love you, yeah, yeah!

I want to love
I want to squeeze
I want to kiss
I want to put you
In my heart
Little cat, little emotion
Let's go!

Chorus

31 outubro 2006

A erosão do Monte Éden

Polícia Federal investiga advogados acusados de envolvimento fraudulento na chamada operação Monte Éden – as acusações vão de lavagem de dinheiro à sonegação fiscal

Por Sandra Santos

Com uma alusão à paraísos fiscais, a Polícia Federal começou em 30 de junho uma investigação em todo país para prender acusados do crime de evasão de divisas. Em São Paulo, o advogado Milton José de Oliveira, dono de um dos maiores escritórios de advocacia da cidade, foi detido sobre a acusação de um esquema de criação de empresas em paraísos fiscais. Foram feitas investigações sobre o empresário Antonio Carlos Chebabe, preso em 2004, acusado de envolvimento no esquema de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis. A operação batizada de Monte Éden tem conexões no Uruguai – por isso Monte, em referência à capital uruguaia, Montevidéu; e Éden lembrando o “paraíso”.
De acordo com as informações da assessoria de comunicação da Polícia Federal, a operação teve o apoio da Receita Federal, do Ministério Público Federal e a cooperação de autoridades do governo uruguaio. O objetivo dos policiais foi cumprir cerca de 30 mandados de prisão e, aproximadamente, 80 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal. As ações acontecem nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Paraná. No total, além de mais de 50 servidores da Receita Federal, 500 policiais federais cumprem buscas e prisões.
Em nota oficial, o presidente da OAB, Luiz Flávio Borges D’ Urso, repudiou a ação da Polícia Federal ao investigarem escritórios de advocacia em busca de achar alguma irregularidade. “Os representantes da OAB SP não estão acompanhando diligências da Operação Monte Éden, a pedido da Polícia Federal, porque, em momento algum, a Ordem vai coonestar com esse tipo de operação, que considera eivada de ilegalidades e uma afronta à cidadania”, defendeu D’Urso.
Para acompanhar as diligências nos escritórios de advocacia, foram convocados representantes da organização classista dos advogados (OAB). O esquema de fraudes da organização criminosa fazia uso de sociedades anônimas off-shore, com sede no Uruguai, em nome de “laranjas”, para ocultar e dissimular valores e bens dos “clientes” beneficiários. Entre os investigados estão membros de escritórios de advocacia, “laranjas” e grandes empresários.

Como funciona o esquema

Após a criação de off-shores no Uruguai, a quadrilha, utilizando-se das empresas estrangeiras, constituia sociedades limitadas no Brasil. Estas, por sua vez, adquiriam o patrimônio dos clientes, transferindo a propriedade dos bens. Entretanto, através da investigação, foi possível comprovar que tanto as empresas estrangeiras como as sociedades nacionais encontravam-se em nome de interpostas pessoas, meros “laranjas”. O objetivo de tal sistemática era permitir que os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal fossem realizados sob aparência de legalidade, sendo denominado pelo grupo criminoso de “blindagem patrimonial”.
Um dos desafios dos investigadores foi identificar as diversas técnicas da quadrilha, uma vez que para cada empresário era criado um esquema diferenciado, de acordo com as necessidades do “cliente”. Para dificultar ainda mais a ação da polícia na identificação dos criminosos, a quadrilha aperfeiçoava sempre o modelo de fraude.
Inicialmente, eram celebrados contratos de prestação de serviços, com valores superiores a R$ 100 mil entre a quadrilha, formada por advogados e contadores, e os “clientes”, por meio do qual as empresas nacionais e estrangeiras eram utilizadas para “blindar” o patrimônio do “clientes”. Apenas para abrir uma sociedade anônima financeira (SAFI) no Uruguai são cobrados, em média, US$ 3.500, sendo posteriormente cobrados aproximadamente US$ 2.500 por ano para a manutenção da off-shore.
Para receber pelos valores decorrentes de sua atividade, o escritório de advocacia investigado criou e utilizou mais de uma dezena de empresas nacionais, sempre interpondo sociedades anônimas uruguaias como proprietárias. Apenas no ano de 2004, foram movimentados cerca de R$ 20 milhões em nome das empresas de “fachada” que, de fato, pertencem ao escritório de advocacia.
Os prejuízos causados à União são, até o momento, incalculáveis, considerando-se os inúmeros modelos de “blindagem patrimonial” oferecidos pelo escritório de advocacia para os vários clientes identificados.
Entre as empresas “clientes” do esquema criminoso estão indústrias de grande e médio porte da área têxtil, de combustíveis, plásticos, avícolas, construção civil e informática. No total são mais de 40 pessoas jurídicas envolvidas com a fraude.

Crimes cometidos

Os crimes cometidos pelos integrantes e beneficiários do esquema são: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas, sonegação fiscal, falsidade ideológica e participação de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos na Lei de Lavagem de Dinheiro (art 1º parágrafo 2º , II, da Lei 9.613-1998).

Em Maringá (PR) foram cumpridos dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Foi preso um contador que prestava serviços às empresas investigadas e também o diretor de uma empresa avícola da cidade. Nos locais de busca foram arrecadados vários documentos referentes à empresas nacionais e estrangeiras ligadas aos integrantes e beneficiários do esquema.
Segundo Luiz Antônio Batista Lino, delegado da Polícia Federal de Três Lagoas (MS), onde fica a sede de uma das empresas envolvidas no esquema, o grupo já vinha sendo investigado há cerca de oito meses. Em declaração à imprensa o delegado afirmou que no ano passado a Receita Federal calculou uma média de R$ 150 milhões sonegados pelo esquema. “Isso sem contar os impostos estaduais e municipais, que faria com que esse valor dobrasse”, afirmou Batista Lino.
Em entrevista coletiva após a operação, o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, José Ivan Guimarães Lobato, esclareceu que a investigação começou após o fim da operação contra a “máfia dos combustíveis”, atribuída ao Grupo Chebabe. “Esta [a Monte Éden] foi uma das operações mais importantes da PF nos últimos tempos”.

27 outubro 2006

Exigências arbitrárias na contratação são ilegais


No fim do ano passado, Cíntia Caroline, 23, foi visitar uma feira em que empresas ofereciam oportunidades de trabalho. Formada em administração, interessou-se pelo programa de trainee de uma grande empresa da área de telecomunicações. Pediu à responsável para se inscrever e foi informada, antes de apresentar seu currículo, de que "não tinha o perfil exigido para o programa"."Eu me senti como um bicho. Quando entrei [no estande], a atendente me olhou de alto a baixo e não me deixou preencher o formulário", conta a administradora, que é negra.O relato de Caroline ilustra a discriminação nas relações de trabalho, que se manifesta, de forma ostensiva ou velada, desde a divulgação das vagas.O consultor empresarial Luís Sérgio Lico, 42, indignou-se ao se deparar com as exigências de uma empresa multinacional: pedia-se que o candidato fosse mulher, com menos de 35 anos. "Senti-me muito prejudicado, pois tinha todas as qualificações para o cargo", lembra Lico, que se queixou à firma, sem, no entanto, obter resposta."Minha principal reclamação é contra a redução psicológica do indivíduo. As pessoas não podem ser diminuídas a um perfil de idade ou sexo. Essa prática é antiética", desabafa.Além de antiética, é ilegal. A lei veda qualquer discriminação arbitrária. "As exigências devem se referir apenas a características relacionadas à profissão ou a habilidades inerentes à função. O critério deve ser de eficiência", explica Tamira Fioravante, especialista em direito do trabalho da FGV (Fundação Getulio Vargas).Professor da Universidade de São Paulo e juiz do Trabalho, Jorge Souto Maior é assertivo: "É muito excepcional que um serviço exija características como altura, idade, etnia ou aparência. Na dúvida, deve-se concluir que esse tipo de solicitação é, de fato, discriminatório".Para ele, não se pode estabelecer uma zona cinzenta, em que o preconceito ocorra de forma velada. "Basta vermos a exigência da "boa aparência", uma das formas mais perversas da discriminação", conclui.Na avaliação do coordenador do Núcleo de Combate à Discriminação da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo, Sylvio Boscariol, muitos candidatos nem percebem que estão diante de uma situação ilícita. Desde que assumiu o núcleo, há três anos e meio, Boscariol não recebeu nenhuma queixa sobre exigências para ocupar vagas."Só recebemos denúncias sobre preconceito no ambiente de trabalho, mas poderíamos fazer mediações entre as empresas e os ofendidos", afirma.Onde denunciar- DRT-SP (rua Martins Fontes, 109, 8º andar, centro)- Ministério Público do Trabalho (rua Aurora, 955, Santa Ifigênia) - TRT-SP (www.trt02.gov.br)
Fonte: Folha de S. Paulo
Matéria publicada em 28/05/2006

26 outubro 2006

Bom atendimento? Quando?

Hospitais municipais e estaduais de São Paulo necessitam com urgência de novos recursos, bom atendimento e infra-estrutura

Por Sandra Santos

A situação da saúde pública no Brasil continua decadente. Um exemplo é a Santa Casa de Misericórdia que, na cirurgia de colocação de próteses, possui uma lista de espera com projeção para 2010. Em agosto de 2004, a paciente Zenaide Moreira Men, aposentada, 59 anos, esteve nesse hospital para marcar uma intervenção cirúrgica. Sabendo que o atendimento é demorado, pediu que agendassem para o ano seguinte. O médico riu e disse que nos próximos cinco anos não havia como agendar qualquer cirurgia.
O caso dela mostra o quanto o atendimento público, no Brasil, precisa melhorar. Segundo Zenaide Men, seu dilema com relação ao atendimento vem desde quando descobriu que tem artrose nas duas pernas. Tudo começou quando sentiu uma dor e conseguiu através de seu convênio na época, o SL Saúde, um médico especialista para cuidar de sua doença. Ela ficou 19 anos passando por um tratamento cujos medicamentos eram injeções. Logo depois, o médico que a atendia, saiu do hospital, com isso ela precisou mudar de convênio. Ao fazer novos exames, ficou constatado que ela teria que colocar uma prótese. O convênio não cobria esse tipo de cirurgia e Zenaide foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo. Na Santa Casa, ela fez todos os exames novamente e o médico informou o que ela já sabia sobre a colocação da prótese.
Pelo fato do produto ser importado, a demora do envio impossibilita a cirurgia imediata. Zenaide Men fez mais uma tentativa, desta vez, no Hospital São Paulo, e lá foi informada que teria que passar num posto de saúde do bairro onde morava, com o clínico geral, que a encaminharia para a ortopedia, e novamente ele pediria os exames necessários. Todos os exames que ela fez, estavam em mãos e o funcionário do hospital não olhou nem deu atenção. Em seguida, ela foi à procura de uma assistente social. “Sou tratada assim porque sou pobre, se eu tivesse dinheiro não passaria por isso”, diz. A assistente informou que com dinheiro realmente seria mais fácil, que até ela mesmo operaria a própria paciente.
Por último, a aposentada foi até a Secretaria da Saúde. Ela foi atendida em janeiro deste ano e a pedido da funcionária, ainda aguarda pela resposta da Secretaria. A informação que obteve foi a de que, contando com ela, seriam mais 17 pessoas reclamando do mesmo problema. Devido a todo esse tempo de espera, Zenaide Men, passou a forçar a outra perna, fazendo com que ela também fosse atingida pela artrose. Atualmente, ela anda em cadeira de rodas e diz que está cansada de aguardar por uma resposta que nunca chega.

Demora no atendimento

Ao entrar na sala de espera do hospital, encontra-se um aviso sobre o serviço de avaliação para melhor atender ao usuário. Os profissionais de enfermagem fazem a avaliação da gravidade da doença do paciente através de cores, registradas num cartão. Os casos de emergência (risco de morte) recebem um cartão de cor vermelha e são atendidos imediatamente; as doenças agudas, consideradas urgências, são identificadas pela cor amarela; os que não são de urgência ou emergência, ou seja, registrados com a cor verde, aguardam o atendimento por ordem de chegada.
Mesmo com esse aviso, os pacientes dizem que a demora é grande, mais de quatro horas em média. Existem casos em que os doentes têm que pedir por emergência para serem atendidos rapidamente. Quando o doente é recebido, por exemplo, para fazer a aplicação de uma injeção, dura cerca de meia hora. Mas só será rápido se o funcionário do hospital encaminhar o usuário ao local e passando a vez de quem já aguarda para ser atendido. Nesses casos, a atenção é maior. “Eu adorei, porque eu cheguei e pensei: será que vou ter que ficar nessa fila de trezentas pessoas só para minha mãe tomar uma injeção?”, conta Mônica, acompanhante de uma paciente.
O atendimento do Hospital Campo Limpo não é satisfatório na opinião dos usuários devido à falta de organização na entrega dos exames, ao encaminhar o paciente ao médico, e até mesmo a forma como os especialistas lidam e tratam os enfermos. Já houve caso de trocarem os raios-x de um doente também. Outro caso foi o da estudante Aline, de 19 anos, ela diz que foi até o hospital, apenas para tomar uma injeção para cólica menstrual e demorou quatro horas para ser atendida. “Os médicos ficam passeando para lá e para cá, demoram muito para atender e quando atendem, mal olham para você, mandam tomar injeção e ir para casa”, diz. Foi a primeira vez que a estudante foi atendida no hospital municipal e não teve uma boa impressão. Ela acha que os médicos devem dar uma atenção maior aos pacientes e não fazer “pouco caso”. Os médicos não quiseram comentar nada a respeito, nem conceder entrevista.
Outro Hospital Municipal, o Tide Setúbal, enfrenta muitos problemas. Segundo informações de um funcionário do pronto-socorro que não quis se identificar, eles enfrentam situações que o governo não se dispõe a ajudar: faltam funcionários, existem poucos recursos (medicamentos), o salário é baixo e a carga horária é pesada, cerca de 12 horas. A baixa remuneração faz com que esses trabalhadores tenham dois ou mais empregos, deixando-os cansados e estressados. Já os médicos não querem trabalhar na periferia, pois têm medo da violência e também devido à distância. Portanto, a falta desses profissionais acaba gerando uma demora no atendimento. A telefonista demora em atender ao telefone, no caso de emergência, o que também pode levar a circunstâncias graves.
Quanto à segurança do Tide Setúbal, precisa ser melhor organizada, ter controle de triagem e visitas. Já houve casos em que um bandido internado sofreu um atentado, uma paciente - que tentou fazer aborto - chegou ao hospital, mas depois fugiu sem ser vista e logo morreu. De acordo com funcionários, o que falta, para a melhoria do nível de seus profissionais, seria uma ajuda do governo, que poderia fornecer treinamento, ministrar cursos, fazendo desta forma uma triagem e, inclusive dos médicos. “A transição do governo não adiantou em nada, a saúde continua igual. A diretoria de todos os setores do hospital foi mudada e só”, explica Márcio, médico do hospital.